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QUANTOS AINDA MORRERÃO PARA SE TOMAR UMA ATITUDE?

Na última sexta-feira, 26/09/2014, morreu mais um trabalhador: Alberico Xavier de Souza, com 41 anos, que estava prestando serviço de montagem de torre de telecomunicações para a ENERGISA-SE na Subestação de Carmópolis. Historicamente, sempre que acontece acidente com vítima fatal busca-se logo um culpado, que via de regra é o morto; só falta dizer que é suicídio. Costuma-se esquecer as circunstâncias que podem levar alguém a cometer um erro fatal.

DENÚNCIAS

Legenda

No dia 24 de dezembro de 2013 houve um DDS (Diálogo Diário de Segurança – reunião sobre segurança no trabalho) no Dpto. ligado à esta área com a participação de dois representantes do Setor de Segurança do Trabalho da ENERGISA, nesta reunião foi denunciada a prática de gerenciamento insegura, por parte dos gerentes desse Dpto., no que diz respeito aos serviços realizados em torres de telecomunicações. De lá para cá as coisas não mudaram. Vamos aos exemplos:

A torre de telecom. da Subestação de N. S. da Glória está com o guarda-corpo enferrujado e, literalmente, caindo aos pedaços, pondo em risco qualquer funcionário que transite por aquela área há mais de um ano. O Dpto. responsável tem conhecimento e, até o fechamento desta matéria, nenhuma providencia foi tomada;

Na Agência de N. S. das Dores, há mais de seis meses a antena instalada na torre de telecomunicações, num espaço onde transitam vários funcionários diariamente, corre o risco de cair, o Dpto. responsável tem conhecimento e, até o fechamento desta matéria, nenhuma providencia foi tomada;

A mesma empresa envolvida neste acidente da última sexta-feira, na Subestação de Carmópolis, está executando serviço similar na Subestação de N. S. da Glória, em ambos os casos sem nenhum acompanhamento por parte da ENERGISA (nem técnicos de segurança, que seria mais adequado, nem técnico de telecomunicações). É bom lembrar que uma Subestação é área de alto risco;

Quase todas as torres de telecomunicações da ENERGISA estão com as lâmpadas de sinalização sem funcionar há mais de um ano.

Além desses exemplos outras empresas costumam prestar serviços para o Dpto. em questão. na área das Subestações sem acompanhamento de funcionários da ENERGISA. Na terça-feira, 23 de setembro de 2014, o SINERGIA recebeu uma denúncia de que nesse mesmo dia havia uma equipe trabalhando com alarme de intrusão na Subestação de Salgado, sem acompanhamento de funcionário da ENERGISA. O SINERGIA passou essa informação para o Setor de Segurança da empresa.

PRODUTIVIDADE A QUALQUER CUSTO

Negligenciar a segurança no trabalho em prol da mais produtividade não é exclusividade deste Dpto. No domingo, 21 de setembro de 2014, na mesma Subestação de Carmópolis, um caminhão de uma empresa que estava prestando serviço abalroou um carro cesta da ENERGISA, no momento em que um funcionário executava serviço na cesta e por pouco não causou um acidente de graves proporções.Recentemente o SINERGIA reclamou à empresa as condições inseguras de trabalho das companheiras da Agência Socorro. Duas semanas depois a Agência foi invadida, as colegas agredidas.É importante enfatizar que, apesar desse fato envolver diretamente este Dpto., isso não exime da responsabilidade o Setor de Segurança da empresa. “ENERGISA, não é assim que se trata trabalhadores, nem tão pouco “colaboradores”!

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